sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Escravidão na antiguidade



Escravidão na Antiguidade.


A escravidão começou há muito tempo atrás do que se imagina, surgiu a mais ou menos 5.000 anos na região da Mesopotâmia e do Egito, quando ocorriam guerras os vencedores usavam como castigo a escravidão,(os perdedores eram usados com mais freqüência para trabalhar nas obras publicas), não importando a etnia dessas pessoas, mas sim se era do clã inimigo. Com o tempo essa prática foi se tornando vantajosa, tanto para o comércio, agricultura e até pra os Reinos.
Por serem adotadas em muitos lugares e cada um ter a sua própria lei e modo de ser exercida, existiram muitos tipos de escravidão,

“É imprescindível ressaltar que nem todas as sociedades conheceram o mesmo tipo de escravidão, pois esta poderia exercer função social e econômica bem diferenciada de povo para povo.” http://pt.shvoong.com/humanities/1783962-escravid%C3%A3o-antiga/

Abaixo estão dois exemplos dessas.

Escravidão na Grécia Antiga

Os estrangeiros não gregos eram, na própria Grécia, comerciantes, mercenários ou, mais freqüentemente, escravos.
Os escravos de Esparta,chamados Hitolas,eram propriedade do Estado,não podiam ser vendidos,trocados ou comprados.

“Em Atenas,a maioria dos escravos era proveniente de região da Ásia Menor. Os traficantes realizavam a compra dos inimigos capturados e logo tratavam de oferecê-los em algum lucrativo ponto comercial. Mesmo ocupando uma posição social desprivilegiada, os escravos tinham diferentes posições dentro da sociedade ateniense. Alguns escravos eram utilizados para formar as forças policiais da cidade de Atenas. Outros eram usualmente empregados em atividades artesanais e, por conta de suas habilidades técnicas, tinham uma posição social de destaque. Conforme algumas pesquisas, a classe de escravos em Atenas chegou a compor cerca de um terço da população no Período Clássico.”
(http://www.mundoeducacao.com.br/historiageral/escravidao-na-antiguidade-classica.htm)

“A exploração do trabalho escravo tornou possível a produção de grandes excedentes e uma enorme acumulação de riquezas, estando, assim, na base do desenvolvimento econômico e cultural que a humanidade então conheceu: construíram-se diques e canais de irrigação, exploraram-se minas, abriram-se estradas, construíram-se pontes e fortificações, desenvolveram-se as artes e as letras. Nas civilizações esclavagistas, não era pela via do aperfeiçoamento dos métodos de produção que os senhores de escravos procuravam aumentar a sua riqueza; e os escravos, sem qualquer interesse nos resultados do seu trabalho, não se empenhavam na descoberta de técnicas mais produtivas.”

Escravidão em Roma

Roma necessitava muito dos escravos para o seu processo produtivo, era a fonte principal de trabalhadores, apesar de não serem os únicos, pois tinham alguns homens livres que complementavam no serviço, ter escravos também significava status. No inicio a escravatura era do tipo Patriarcal (o que também ocorreu na Grécia), mas depois se tornou um negocio muito lucrativo. Roma e Grécia tiveram uma política escravocrata muito parecida ,não existiam muitos diferencias entre as duas.A escravidão perdurou por muito tempo,sem duvida ajudou no processo de evolução das Civilizações antigas.

“Com as conquistas dos séculos II e I a.C., centenas de milhares de pessoas foram reduzidas à escravidão, em toda a bacia mediterrânica. Milhares de púnicos, númidas, gregos, sírios, judeus, egípcios, gauleses e espanhóis eram vendidos diariamente nos grandes mercados de escravos de Marselha, Óstia, Roma, Alexandria, Delos, Rodes, Atenas, etc. Alguns eram prisioneiros de guerra, outros eram viajantes ou camponeses que tiveram o azar de ser raptados por piratas ou traficantes de escravos, ao passo que outros se vendiam voluntariamente para pagar dívidas ou para escapar à miséria da terra natal.”
http://novahistorianet.blogspot.com/2009/01/roma-antiga.html


Laura Ferroni Mafra, 2o Ano
ESCRAVIDÃO NOS SÉCULOS XX E XXI



Hoje em dia também há escravidão.Sim,escravidão.

A lei Áurea foi assinada pela Princesa Isabel a mais de um século e não teve fim essa prática.
A escravidão pode ocorrer em forma de trabalho rural ou exploração sexual, como ocorre em diversos lugares do planeta, especialmente no leste europeu e países da CEI (Comunidades dos Estados Independentes).

Em vários lugares do mundo ainda há pessoas que não são tratadas dignamente,que não são respeitadas,que tem seus direitos e valores violados,que não são consideradas cidadãs,que são usadas para darem lucro.

Ainda existem pessoas que trabalham como animais,que são exploradas ao máximo,que não tem boas condições de saúde,que passam fome,frio,e não têm uma vida digna com direitos respeitados.Nesse mundo que é dominado pelo dinheiro os valores das pessoas estão sendo esquecidos.

Há também a exploração sexual de mulheres,o tráfico de mulheres em muitos lugares,mulheres que são usadas,que são obrigadas a venderem o corpo para sobreviverem.
A escravidão sexual ocorre inicialmente com o recrutamento de adolescentes do sexo feminino de países subdesenvolvidos, essas meninas muitas vezes são atraídas por anúncios ou supostas agências de modelos.

Elas seguem para outros países onde recebem a notícia de que têm agora uma dívida com passagens, alimentação e alojamento e que terão que pagá-las. Dessa forma, são presas e obrigadas a manter relações sexuais com vários parceiros em um único dia ou noite, abastecendo o bolso do aliciador, essa prática gera muito dinheiro .
Um relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho) concluiu que, em todo o mundo, 43% dos trabalhadores traficados são usados para exploração sexual comercial forçada, enquanto 32% das vítimas são usadas para exploração econômica forçada. O restante ou é usado para uma combinação dos dois tipos de exploração ou para razões indeterminadas.


Escravidão no Brasil do século XXI


No Brasil, a escravidão é mais constante no campo. Isso tem ocorrido com certa freqüência, trabalhadores de muitos lugares, são recrutados para trabalhar principalmente no interior da Amazônia. A pessoa responsável por aliciar os trabalhadores é chamada de gato, essa promete bons ganhos e boas condições de trabalho, como os trabalhadores geralmente são pobres, de lugares castigados pela seca onde não conseguem emprego para sustentar suas famílias, aceitam a proposta. Lá a realidade é diferente .Eles têm que pagar por tudo que consumirem e assim ficam individados e para pagar essa dívida são obrigados a trabalharem .

O Brasil tem demonstrado uma importante liderança
nesta luta global contra o trabalho forçado. Esse fato é hoje
reconhecido internacionalmente. O país aparece como a melhor
referência internacional, reconhecida pela OIT em seu relatório
“Uma Aliança Global contra o Trabalho Forçado”, lançado em
maio de 2005. O Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho
Escravo, adotado em março de 2003, assim como os planos
estaduais que a ele se seguiram constituem hoje modelos para
iniciativas similares no resto do mundo.

O Grupo Móvel de
Fiscalização do Trabalho, que com sua atuação heróica
conseguiu resgatar da situação de trabalho escravo mais de
22 mil trabalhadores entre 1995 e 2006, é um outro exemplo
da determinação do país em enfrentar o problema.
Embora tenha feito avanços no combate ao trabalho escravo, o Brasil ainda encontra dificuldade em punir os responsáveis por esse tipo de crime. Até hoje, por exemplo, ninguém cumpriu pena de prisão por essa prática no país - que mantém pelo menos 25 mil brasileiros em atividade degradante. A avaliação está no estudo "trabalho escravo no Brasil do século XXI", encomendado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e realizado pela ONG Repórter Brasil. Segundo o documento, um dos principais problemas hoje é a falta de entendimento sobre quem deve julgar na esfera penal os processos sobre trabalho escravo, a Justiça Federal ou a Estadual.


Foto: Trabalhador resgatado da escravidão em fazenda de Eldorado dos Carajás,Pará / www.reporterbrasil.com.br








Em junho, o Grupo de Fiscalização autuou uma fazenda em Ulianópolis (Pará) e libertou 1.064 trabalhadores mantidos em condições análogas à escravidão






Foto : Fazenda Pagrisa, localizada em Ulianópolis (PA), que no dia 30 de junho de 2007 foi palco da maior libertação de trabalhadores da história do país. / http://www.reporterbrasil.com.br/







Vídeo da reportagem do Jornal Nacional da fazenda Pagrisa. Dia 30 de junho de 2007 .

http://www.youtube.com/watch?v=3FCqVSwCl_8



Conclusão : Não podemos dizer que a escravidão foi abolida,na minha concepção ela foi apenas criminalizada,pois antes o tráfico de escravos não era considerado crime e nem tinha punição ou leis que os defendiam.Hoje há leis que proíbem essa prática,há os direitos humanos.
Mas mesmo com tudo isso ainda não teve fim e têm muitas crueldades por aí. O ser humano comercializa o seu próprio semelhante em pleno século XXI,século de evoluções e conquistas,da tecnologia,de descobertas,de uma verdadeira transformação e século da ganância também.
Quem domina o mundo é o dinheiro,as pessoas fazem tudo por dinheiro,são pessoas ambiciosas,esquecem do respeito para com o seu semelhante,não vêem que as pessoas têm direitos.
Aliás,aí que está o problema.Existe lei para a exploração mas não se pode apenas existir leis. Elas tem que ser cumpridas.
Como outros problemas do nosso país por exemplo,esse não é resolvido pelo relaxamento e pela falta do cumprimento das leis que nele existem .

Fontes:

www.emdiacomacidadania.com.br
exploracaodohomem.wordpress.com

Jéssica Teixeira de Oliveira , 2° ano .





quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A escravidão Colonial Indigena e Africana

A escravidão, existiu no Brasil desde o período colonial até o final do Império. A escravidão no Brasil é marcada principalmente pelo uso de escravos vindos do continente africano, mas é necessário ressaltar que muitos indígenas foram vítimas desse processo.
Os escravos foram utilizados na agricultura, atividade açucareira e na mineração.Alguns Trabalhavam nas cidades e nas casas de seus senhores .
A escravidão só foi abolida no Brasil com a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, mas o trafico de pessoas continua no Brasil atual.
No começo, Portugal pensou em utilizar o contato com os indios na atividade de extração do pau-brasil.Os índios faziam em esse trabalho em troca de produtos trazidos na prática de escambo, mas era longa a jornada de horas e exigia uma disciplina que era contra os hábitos indigenas.Com isso, os índios começaram a morrer pelo grande esforço e epidemias contraídas pelos homens brancos.
Como se não bastasse esses fatores de ordem cultural, biológica e social, a escravidão indígena também foi extensamente combatida pela Igreja no ambiente colonial. Representados pela Ordem Jesuíta, os clérigos que aportavam em terras brasileiras se envolveram em uma série de disputas em que repudiavam o interesse dos colonos em converter os índios em escravos. Tal postura se justificava no interesse que os clérigos católicos tinham em facilitar o processo de conversão religiosa dos índios.
Apesar de sua influência e autoridade, muitos padres foram explicitamente afrontados pela ganância de colonos que saiam pelo território em busca de índios. Na maioria das vezes, a escravidão indígena servia como alternativa à falta e o alto custo de uma peça trazida da África. Preferencialmente, os colonos atacavam as populações indígenas ligadas às missões jesuíticas, pois estes já se mostravam habituados à rotina e aos valores da cultura ocidental.
Mediante a forte pressão dos religiosos, Portugal proibiu a captura de índios por meio de uma Carta Régia emitida no ano de 1570. Segundo esse documento, os índios só poderiam ser presos e escravizados em situação de guerra justa.
Por esses baixos rendimentos Portugal começou a investir nos escravos
diretamente da Costa Africana.Mas essa escolha não foi somente pelo fato dos Africanos serem mais fortes e aguentarem melhor o trabalho escravo que os índios, mas sim por dois motivos : o domínio que Portugal obtinha nas regiões da África ,e também pelo possível lucro que a coroa Portuguesa poderia ter pela venda de escravos.Além disso, havia o apoio da própria Igreja Católica que associava os africanos à prática do islamismo.
A rotina de trabalho desses escravos era árdua e envolvia uma pesada rotina de trabalho que poderia alcançar um turno de dezoito horas diárias. As condições de vida eram precárias, sua alimentação extremamente limitada e não contava com nenhum tipo de assistência ou garantia.Aqueles que se rebelavam contra a rotina imposta eram mortos ou torturados. Mediante tantas adversidades, a vida média de um escravo de campo raramente alcançava um período superior a vinte anos.
Outros tipos de escravos também compunham o ambiente colonial. Os escravos domésticos que viviam no interior das residências tinham melhores condições de vida e tinham a relativa confiança de seus proprietários. Geralmente os cargos domésticos eram ocupados por escravas encarregada de cuidar da casa, das crianças e, inclusive, estar sexualmente disponível ao seu senhor. Nas cidades, temos os escravos de ganho, que poderia reverter lucro ao seu dono ao cuidar de um comércio ou vender produtos.
Muitos escravos, quando não submissos ao processo de exploração, articulavam planos de fuga e desenvolviam comunidades auto-suficientes costumeiramente chamadas de quilombos.
Tendo forte presença no desenvolvimento histórico da sociedade brasileira, a escravidão africana e indígena trouxe marcas profundas para a atualidade. Entre outros problemas temos a desvalorização atribuída às atividades braçais, um imenso processo de exclusão sócio-econômica e, principalmente, a questão do preconceito racial. Mesmo depositado no passado, podemos ver que as heranças de nosso passado escravista permanece na constituição da sociedade brasileira.

Fontes :
www.wikipédia.com.br
www.brasilescola.com.br

Déborah Lemes Pereira, 2° ano