A escravidão, existiu no Brasil desde o período colonial até o final do Império. A escravidão no Brasil é marcada principalmente pelo uso de escravos vindos do continente africano, mas é necessário ressaltar que muitos indígenas foram vítimas desse processo.
Os escravos foram utilizados na agricultura, atividade açucareira e na mineração.Alguns Trabalhavam nas cidades e nas casas de seus senhores .
A escravidão só foi abolida no Brasil com a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, mas o trafico de pessoas continua no Brasil atual.

No começo, Portugal pensou em utilizar o contato com os indios na atividade de extração do pau-brasil.Os índios faziam em esse trabalho em troca de produtos trazidos na prática de escambo, mas era longa a jornada de horas e exigia uma disciplina que era contra os hábitos indigenas.Com isso, os índios começaram a morrer pelo grande esforço e epidemias contraídas pelos homens brancos.
Como se não bastasse esses fatores de ordem cultural, biológica e social, a escravidão indígena também foi extensamente combatida pela Igreja no ambiente colonial. Representados pela Ordem Jesuíta, os clérigos que aportavam em terras brasileiras se envolveram em uma série de disputas em que repudiavam o interesse dos colonos em converter os índios em escravos. Tal postura se justificava no interesse que os clérigos católicos tinham em facilitar o processo de conversão religiosa dos índios.
Apesar de sua influência e autoridade, muitos padres foram explicitamente afrontados pela ganância de colonos que saiam pelo território em busca de índios. Na maioria das vezes, a escravidão indígena servia como alternativa à falta e o alto custo de uma peça trazida da África. Preferencialmente, os colonos atacavam as populações indígenas ligadas às missões jesuíticas, pois estes já se mostravam habituados à rotina e aos valores da cultura ocidental.
Mediante a forte pressão dos religiosos, Portugal proibiu a captura de índios por meio de uma Carta Régia emitida no ano de 1570. Segundo esse documento, os índios só poderiam ser presos e escravizados em situação de guerra justa.
Por esses baixos rendimentos Portugal começou a investir nos escravos

diretamente da Costa Africana.Mas essa escolha não foi somente pelo fato dos Africanos serem mais fortes e aguentarem melhor o trabalho escravo que os índios, mas sim por dois motivos : o domínio que Portugal obtinha nas regiões da África ,e também pelo possível lucro que a coroa Portuguesa poderia ter pela venda de escravos.Além disso, havia o apoio da própria Igreja Católica que associava os africanos à prática do islamismo.
A rotina de trabalho desses escravos era árdua e envolvia uma pesada rotina de trabalho que poderia alcançar um turno de dezoito horas diárias. As condições de vida eram precárias, sua alimentação extremamente limitada e não contava com nenhum tipo de assistência ou garantia.Aqueles que se rebelavam contra a rotina imposta eram mortos ou torturados. Mediante tantas adversidades, a vida média de um escravo de campo raramente alcançava um período superior a vinte anos.
Outros tipos de escravos também compunham o ambiente colonial. Os escravos domésticos que viviam no interior das residências tinham melhores condições de vida e tinham a relativa confiança de seus proprietários. Geralmente os cargos domésticos eram ocupados por escravas encarregada de cuidar da casa, das crianças e, inclusive, estar sexualmente disponível ao seu senhor. Nas cidades, temos os escravos de ganho, que poderia reverter lucro ao seu dono ao cuidar de um comércio ou vender produtos.
Muitos escravos, quando não submissos ao processo de exploração, articulavam planos de fuga e desenvolviam comunidades auto-suficientes costumeiramente chamadas de quilombos.
Tendo forte presença no desenvolvimento histórico da sociedade brasileira, a escravidão africana e indígena trouxe marcas profundas para a atualidade. Entre outros problemas temos a desvalorização atribuída às atividades braçais, um imenso processo de exclusão sócio-econômica e, principalmente, a questão do preconceito racial. Mesmo depositado no passado, podemos ver que as heranças de nosso passado escravista permanece na constituição da sociedade brasileira.
Fontes :
www.wikipédia.com.br
www.brasilescola.com.br
Déborah Lemes Pereira, 2° ano

Débora.
ResponderExcluirFicou bom. Mas da próxima vez tente resumir mais as suas fontes. Como a Jéssica você copiou e colou, mas resumiu pouco e não acrescentou um conclusão pessoal. O certo é explicar com suas próprias palavras.
Quando copiamos (citamos) textos literalmente usamos aspas. ""
E quando for colocar as fontes, não coloque o site, mas o link de onde você tirou. (a "matéria")